quinta-feira, 16 de maio de 2013

BC fará o necessário para colocar inflação para baixo, diz Tombini Atualizado às 15h55 RIO – O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse nesta quinta-feira que o combate à inflação contribuirá para fortalecer a confiança de empresários e consumidores na economia brasileira. “O BC está vigilante e fará o que for necessário, com a devida tempestividade, para colocar a inflação em declínio no segundo semestre”, afirmou no XV Seminário Anual de Metas para a Inflação. Segundo ele, os choques de oferta registrados no segmento de alimentos contribuíram para manter a inflação em níveis elevados, acima do esperado, no último trimestre. “Quero reafirmar a avaliação do BC de que a inflação está e continuará sob controle. Comunicações e ações do BC têm sido consistentes com essa visão”, salientou. As taxas de juros futuros negociadas na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) reagiram à fala de Tombini e passam a subir nesta sessão. A elevação se firmou simultaneamente aos comentários sobre inflação. Nesta tarde, por volta de 15h00, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro de vencimento em janeiro de 2014 (DI janeiro/2014) subia a 7,98%, ante 7,97% registrado antes do discurso. Na mesma comparação, o DI janeiro/2015 avançava a 8,43% de 8,41%, enquanto o DI janeiro/2017 apontava 9,13%, ante 9,11%. No discurso, o presidente do BC também se mostrou otimista com relação à atividade econômica doméstica ao apontar que a economia cresceu em ritmo mais intenso no primeiro trimestre deste ano na comparação com o último trimestre de 2012 e as projeções indicam expansão de ao redor de 3%. “Nesse contexto, este ano a recuperação tende a se consolidar e as perspectivas para os próximos anos são de sustentabilidade desse processo”, declarou. Além de enfatizar o vigor do mercado interno, ele destacou que os investimentos voltaram a crescer no país a partir do último trimestre de 2012 e continuaram em expansão no primeiro trimestre deste ano. “Os investimentos tendem a se intensificar e isso se reflete nos dados de importação de máquinas e equipamentos”, disse. Além disso, Tombini avaliou que o cenário macroeconômico internacional é “complexo” e apresenta riscos “elevados”. Mas também disse que, mesmo com as dificuldades mundiais, as economias emergentes estão se saindo bem. “Nas economias emergentes, há resistência da demanda doméstica. O mercado interno nesses países continua aquecido, porque eles não fazem parte do epicentro da crise internacional e havia espaço para políticas específicas”, afirmou. (Alex Ribeiro, Luciana Bruno, Diogo Martins e João José Oliveira | Valor)