terça-feira, 16 de setembro de 2014

TESTE DE RECUPERABILIDADE DE ATIVOS TANGÍVEIS E INTANGÍVEIS - UMA VISÃO PRÁTICA SOBRE A FORMA DE AVALIAÇÃO E POSICIONAMENTO.




Muito tem se comentado ao longo dos últimos anos sobre o teste de recuperabilidade de ativos ou para muitos conhecedores o “teste de impairment”, o qual a convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil para o IFRS trouxe uma série de obrigações contábeis e econômico/financeira para se chegar ao arcabouço da essência sobre a forma.

Contudo, muitos profissionais da área financeira notam dificuldades em apresentar o estudo e o teste de impairment, o qual o Pronunciamento Técnico CPC-1 = Redução ao Valor Recuperável de Ativos introduzido a partir do exercício findo em 2010 estabeleceu as regras e procedimentos para apresentação e contabilização dos efeitos identificados neste pronunciamento.

 A experiência sobre esse tema aliada a prática de análise tem demonstrado para nossos profissionais que o assunto além de avaliação dos efeitos contábeis, tem um profundo envolvimento financeiro e mais precisamente avaliação de fluxo de caixa e geração de caixa das atividades desempenhadas pelos ativos que estão sendo testados.

Desta forma este conceito contábil extrapola e visa atender especificamente os ativos das companhias que realmente geram caixa nas suas atividades, trazendo uma abrangente avaliação dos negócios e demostrando aos principais executivos, não somente das áreas financeiras e contábeis, a real situação do principal bem das organizações, quais planos de recuperação necessários para o bom andamento dos negócios e se constatada a existência de problemas de recuperação, quais ações para retomada de geração de caixa.

A primeira experiência sobre esse tema vem desde a época que o teste de impairment era necessário para cumprir os requisitos de USGAAP (pronunciamentos contábeis americanos), e podemos observar que deparando com um ativo ou grupo de ativos com problema de geração de caixa é um tema que vai muito além de um ajuste contábil e seus efeitos no resultado, mas também chega ser um assunto de muita complexidade, que envolve atitude para a elaboração de um plano de recuperação e, muitas vezes, de decisão em dar continuidade ou não naquele projeto.

Seguindo a prática do teste de impairment temos as seguintes observações:
·         -Teste sobre os ativos tangíveis;
·         -Teste sobre os ativos intangíveis

No caso dos ativos tangíveis as companhias precisam observar quais são os principais grupos ou ativos que geram o verdadeiro caixa para a sociedade. Definido esse assunto, o qual depende de cada segmento de negócio, a elaboração do fluxo de caixa passa ser uma metodologia técnica de análise, porém o mais importante é que as previsões estabelecidas para avaliar os períodos futuros de caixa sejam as mais realistas e conservadoras possíveis, principalmente pelos motivos que as premissas macroeconômicas no Brasil ainda são motivos de grande desafio de projeções.

Estabelecendo a melhor metodologia de avaliação do fluxo de caixa para as unidades geradoras de caixa, é importante também considerar que ativos tangíveis que ainda não amadureceram, ou recém-instalados, não são motivos de possíveis problemas de recuperação, devido sua potencialidade de geração de caixa conforme o estudo de viabilidade que os conceberam (mas este assunto fica para um próximo artigo). Segregando os ativos que ainda estão em processo de maturação, ficamos com aqueles ativos que já desempenham em sua capacidade real e por isso deveriam gerar caixa positivo para a organização. Neste caso, são estes ativos que nos preocupam e deveremos analisar os impactos que podem trazer para o negócio.

Os ativos intangíveis, como principal item o Ágio gerado na aquisição de outros negócios, bem como sistemas operacionais adquiridos do mercado e/ou desenvolvidos internamente, precisam também ter a sua recuperabilidade analisadas. Nestes casos, é comum verificar o plano de negócio da organização e a geração de fluxo de caixa futuro de suas atividades.

Nós da HLB Onix Auditoria e Consultoria Ltda. temos profissionais capacitados para ajudar as empresas com essas análises e cenários, e caso necessitem de uma avaliação procurem-nos para uma consulta.

Autor: Vladimir Santos (membro da HLB Onix e professor de pós-graduação)