segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O CONTROLE INTERNO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO E GOVERNANÇA CORPORATIVA




O tema controle interno vem há muito tempo despertando a atenção dos executivos de contabilidade, auditoria e finanças, e a partir do ano de 2003 passou a ser um instrumento de gestão e governança corporativa devido a necessidade dos executivos de muitas corporações, principalmente aquelas que possuem papeis negociados nos Estados Unidos estarem obrigados a assegurarem a estrutura de controle interno na entrega de seus formulários 20-F com base na seção 404 da Sarbanex & Oxley.
Verificamos também que cada vez mais empresas e seus administradores, não necessariamente obrigados a cumprirem as exigências da seção 404, estão preocupados com os padrões de seus controles internos, como forma de garantir um diferencial competitivo no mercado e por esse motivo estão reforçando suas estruturas para efetuarem o acompanhamento e revisão dos principais processos de forma a reduzirem suas exposições e falhas que podem levar a grandes perdas financeiras e em alguns casos exposição da imagem.
Das metodologias de controles internos utilizadas, temos notado que em geral muitas empresas tem solicitado a adoção de gestão através do COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission), que promove mecanismos de gestão mais transparente e eficaz.
Para interpretarmos melhor a questão de controle interno, o COSO entende que “controle interno é um processo conduzido pela estrutura de governança, administração e outros profissionais da entidade, e desenvolvido para proporcionar segurança razoável com respeito à realização dos objetivos relacionados às operações, divulgação e conformidade”.
Podemos também entender que os controles internos são definidos pela totalidade das políticas, procedimentos e práticas instituídas pela administração, para assegurar que os riscos inerentes às atividades da empresa sejam identificados e gerenciados adequadamente, com a finalidade maior de fornecer razoável garantia à administração, permeando as operações e atividades críticas de forma ampla, gerenciada e eficaz, sendo adaptáveis às necessidades próprias e caracterizadas pelos seguintes elementos: Cultura organizacional, Filosofia do negócio, Modelo particular de gestão (Gherman 2005).
Conforme as definições acima podemos entender que para um padrão de governança corporativa que funcione bem, merece atenção a criação de procedimentos de controles internos de forma a minimizar os riscos e suas deficiências, e por este motivo estar preparado pode fazer a diferença neste mercado tão competitivo.
Muitas organizações, contudo, podem ainda otimizar os investimentos nas estruturas de controles internos através de melhorias de seus processos e ainda buscar vantagens financeiras.
Notamos ainda que muitas falhas observadas estão ligadas a processos com grandes volumes de informação, tais, como impostos a recuperar e a pagar, ações e provisões judiciais, riscos na rede de fornecedores, reconhecimento de receitas, dentre outras situações importantes.
O trabalho de controle interno quando bem estruturado também traz uma oportunidade de conhecimento e levantamento dos potenciais riscos que podem afetar os seus negócios, e com isso quando os administradores conseguem entender essas situações através de um mapeamento de riscos e sua respectiva matriz de controle, pode-se chegar a resultados surpreendentes com uma governança “best in class”.
Sua empresa está preparada para uma gestão de controle interno eficaz?
Você já conseguiu fazer um mapeamento dos riscos de forma eficiente?
Precisando de ajuda conte com a HLB Onix que possui profissionais qualificados para suportar na implantação ou revisão de seus procedimentos.

Autor: Vladimir Santos (membro da HLB Onix e professor de Pós-Graduação)